Auditoria: apenas 30% das empresas tem maturidade avançada

Apenas 30% das empresas apresentam nível de maturidade avançado no que diz respeito ao trabalho desenvolvido pela auditoria interna, segundo realizado pela KPMG.

Dos entrevistados, 14% entendem que a organização que lideram ainda está em um estágio considerado fraco com relação às iniciativas realizadas pela área, uma vez que a identificação dos processos auditáveis são feitos de forma qualitativa tradicional e sem periodicidade definida.

Essas são as principais conclusões da primeira edição do estudo com o objetivo de fazer um diagnóstico completo sobre o funcionamento da auditoria interna de 17 setores de organizações brasileiras.

O levantamento foi realizado entre os meses de abril e maio deste ano e considerou atributos em uma escala de cinco níveis – fraco, sustentável, maduro, integrado e avançado. 

Estágios de maturidade

O estudo da KPMG elencou as principais atividades identificadas nos cinco níveis que foram as seguintes:

Fraco:

  • Identificação dos processos auditáveis de forma qualitativa tradicional e sem periodicidade definida para revisão.
  • Profissionais que conduzem as auditorias de processos com lacunas significativas de habilidades e ou de capacidades.
  • Testes de controles realizados com base amostral determinada geralmente pela frequência do controle.

Sustentável:

  • Estrutura de auditoria interna existente, mas sem independência.
  • Conselho de administração ou comitê de auditoria são envolvidos pontualmente no processo e recebem reportes sobre a auditoria interna quando solicitado.
  • Identificação dos processos auditáveis de forma qualitativa tradicional e quantitativa de alto nível com periodicidade geralmente anual.

Maduro:

  • Estrutura de auditoria interna independente.
  • Conselho de administração ou de auditoria discutem temas de auditoria interna conforme a necessidade e recebem reportes da auditoria interna regularmente.
  • Identificação dos processos auditáveis alinhada aos riscos do negócio, e quantitativa de alto nível com revisões ao longo do ano conforme necessário.

Integrado:

  • Conselho de administração ou comitê de auditoria aprova o plano de auditoria interna.
  • Os resultados observados durante a execução do plano de auditoria são discutidos nas reuniões do conselho de administração ou comitê de auditoria.
  • Forte compreensão dos requisitos de habilidade e competência dos profissionais de auditoria interna.

Avançado:

  • O monitoramento contínuo dos riscos estratégicos, operacionais, financeiros e de compliance gera insumos automáticos para a auditoria interna.
  • A auditoria interna recebe indicadores de qualidade de dados, verifica as práticas de gestão de riscos e reconcilia os riscos monitorados.
  • Estabelecimento de políticas internas sobre a corresponsabilidade dos pontos de auditoria interna com os responsáveis pelos processos e atribuição de metas.

A pesquisa apontou como estágio de maturidade considerado fraco ações como iniciativas de auditorias de processos realizadas pelas áreas de negócio e sem independência, conselho de administração ou de auditoria não estruturado ou inexistente e plano de auditoria interna não formal e não documentado.

Por outro lado, as empresas demonstraram que estão em estágio avançado na supervisão dos resultados das auditorias pelo conselho de administração e de auditoria, plano de auditoria interna dinâmico e atualizado e todos os processos são suportados por tecnologia adequada.

Auditoria

De acordo com o sócio de auditoria interna, riscos e compliance da KPMG, Fernando Lage, os dados mostraram que a auditoria interna possui práticas em estágio avançado em várias empresas, mas ainda há muito a ser feito. 

“Em uma economia altamente globalizada e interconectada, a antecipação e o gerenciamento dos riscos operacionais por meio da auditoria interna para os negócios se tornam cada vez mais necessários e complexos. Qualquer ameaça à continuidade a à perenidade dos negócios deve ser mitigada por meio de técnicas e processos de gerenciamento de riscos”, analisa o especialista.

Com informações do Diário do Comércio

Fonte: contabeis

MEI: Saiba o que muda para a emissão de NFS-e em 2023

Com o intuito de unificar e facilitar a rotina dos mais de 11 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs), o governo federal anunciou mudanças para que os empreendedores possam emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) em todo o território nacional.

A partir do dia 1º de janeiro de 2023, os municípios serão obrigados a regulamentar a obrigatoriedade da NFS-e para o MEI, seja por meio de um documento fiscal municipal ou com a adoção do padrão nacional.

A medida faz parte de um esforço para estabelecer um padrão nacional, já que, atualmente, cada município tem a sua própria regra.

A NFS-e para o MEI faz parte de projeto de documento fiscal eletrônico de serviços, realizado em parceria com os entes municipais e o Sebrae. 

O documento terá validade em todo o país e será suficiente para fundamentação e constituição do crédito tributário, além de dispensar certificação digital para autenticação e assinatura do documento emitido.

Para 2023, a emissão da NFS-e para microempreendedor segue facultativa se o tomador de serviço (consumidor final) for pessoa física. Porém, se ele for pessoa jurídica, o MEI estará obrigado a gerar a nota, podendo ela ser:

  • Documento eletrônico (se adequando ao leiaute nacional);
  • Documento de padrão nacional;
  • Outro documento fiscal municipal.

O que é a NFS-e

A Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) é um documento digital gerado e armazenado eletronicamente por prefeituras ou por outra entidade conveniada. Ela serve para documentar as operações de prestação de serviços.

A NFS-e está presente na rotina de milhares de MEIs porque é por meio dela que os municípios cobram o Imposto sobre Serviços (ISS). Atualmente, cada cidade tem sua própria regra para a emissão da NFS-e e decidem sobre a sua obrigatoriedade ou não.

“As novidades devem modernizar a NFS-e, tornando as operações mais seguras e eficientes, especialmente porque padronizam e melhoram a qualidade das informações tributárias. Vale ressaltar que, se o MEI utiliza algum software para emissão de nota fiscal, esta solução também deverá se adequar ao novo leiaute proposto pela Receita”, afirma a consultora tributária da IOB, Renata Queiroz.

Fonte: Contábeis

Desenquadramento MEI: Como melhorar a gestão do seu negócio?

Ainda no contexto do desenquadramento, saiba como melhorar a gestão do seu negócio

Se formalizar como MEI exige um controle efetivo sobre seu negócio. Ainda mais quando ocorre o desenquadramento. Essa situação exige que o empreendedor seja ainda mais cauteloso e minucioso quanto ao controle, que deve ser preciso e registrar o quanto sai, o quanto entra, com o que se gasta, enfim, é necessário ter um controle absoluto do caixa.

Sabemos o quanto esse controle de gestão é difícil e complexo quando se faz manualmente. Ainda corre-se o risco dos erros manuais e o retrabalho para realizar a correção dos mesmos.

Por isso, obter um bom sistema de gestão online é fundamental para o sucesso dessa administração contábil.

Continue a leitura e confira nossas dicas de como escolher um bom ERP, sigla para Enterprise Resource Planning, ou sistema de gestão integrado em nosso protuguês, para a gestão do seu negócio. Vamos lá?

ERP para gestão não é luxo

Nos dias atuais a tecnologia se sobressai aos trabalhos manuais. Com a gestão de sua empresa, não é diferente o resultado. 

Um bom e eficiente sistema para gestão online automatiza a maioria das suas demandas diárias e contábeis, inclusive. Consequentemente, a melhoria é notada em sua rotina e na entrega final de seus serviços e/ou produtos, dependendo do seu segmento.

Ademais, o ERP tem como objetivo interligar departamentos, processos e operações da sua empresa, facilitando o  trabalho diário e apoiando as decisões estratégicas dos gestores.

Portanto, essa ferramenta auxilia na operação e no planejamento estratégico da empresa, podendo inclusive afetar o desempenho financeiro da empresa.

O fato é que o ERP não é luxo e, sim, uma necessidade para a organização administrativa de uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte. Não é porque uma empresa se enquadra em MEI ou ME, por exemplo, que não necessita desse suporte organizacional.

Pense assim, um software de gestão é um investimento e não um gasto. Você verá o retorno desse investimento assim que implementar na rotina o ERP em sua rotina e, caso você tenha, entre seus colaboradores.

Vantagens do ERP

Conheça a seguir algumas das muitas vantagens em contratar um sistema de gestão online para sua empresa:

  • Otimização de processos;
  • Aumento da produtividade;
  • Redução de custos;
  • Melhoria da qualidade dos produtos ou serviços;
  • Redução de erros e retrabalho;
  • Melhor controle de despesas e redução de despesas;
  • Melhor gestão de estoque;
  • Reduzir atrasos;
  • Melhor controle financeiro;
  • Visão clara e transparente da situação econômica da empresa;
  • Elimine tarefas redundantes;
  • Automação de tarefas diárias de operação.

Além disso, o ERP também é uma forma de implementar a gestão de processos na sua empresa, não importa qual seja o tamanho.

Como escolher o melhor sistema?

Com tantas opções disponíveis no mercado, é comum a dúvida sobre qual sistema escolher. O que aconselhamos é que você escolha, principalmente, de acordo com o seu perfil e as necessidades da sua empresa.

Para ajudá-lo, preparamos este prático check list do que levar em conta antes de fechar negócio com a empresa de software:

  • Analise as necessidades reais de sua empresa
  • Verifique o custo-benefício do sistema
  • Pesquise sobre o sistema escolhido na internet (reputação, por exemplo)
  • Peça a opinião de outros empreendedores que possuem ERP
  • Verifique se a empresa de suporte oferece um treinamento sobre como implementar o sistema, assim como se oferece suporte
  • Analise a usabilidade do software.

ERP para MEI e ME

O modelo mais recente de ERP é na nuvem, e isso significa que você não precisa instalar programas nas máquinas dos colaboradores.

A nuvem ERP pode ser acessada online. Você pode salvar suas informações na nuvem através do seu nome de login e senha, proporcionando mais segurança e privacidade aos seus dados e de seus clientes.

Temos certeza de que, seguindo essas dicas, a sua gestão terá uma melhoria considerável.

Por fim, vale ressaltar que, para que o MEI possa usufruir de seus benefícios, deve cumprir a lei e acompanhar o fisco.

Gostou desse conteúdo? Então, compartilhe em suas redes sociais e acompanhe nossas próximas dicas, em que trataremos sobre posturas e comportamento de um empresário, antes MEI.
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