Senado aprova ampliação da licença de luto na CLT: entenda o que pode mudar

Uma importante mudança na legislação trabalhista está em andamento no Brasil. O Senado Federal aprovou, no dia 24 de setembro de 2025, o Projeto de Lei nº 1.271/2024, que amplia a licença de luto de 2 para até 8 dias corridos. A proposta segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

O que muda na CLT com essa proposta?

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê apenas 2 dias consecutivos de afastamento em caso de falecimento de cônjuge, pais, filhos e outros dependentes. Com o novo texto, esse período pode ser estendido para até 8 dias corridos, oferecendo mais tempo para o trabalhador lidar com a perda de um ente querido.

A nova regra se aplicará nos casos de falecimento de:

  • Cônjuge ou companheiro;
  • Pai ou mãe;
  • Madrasta ou padrasto;
  • Filhos ou enteados;
  • Irmãos;
  • Menores sob guarda ou tutela legal.

Por que essa mudança é tão importante?

A proposta, de autoria do senador Chico Rodrigues (PSB-RR) e relatada por Paulo Paim (PT-RS), reconhece o impacto emocional e psicológico do luto e responde a uma demanda social por mais humanidade nas relações de trabalho.

Em tempos em que se fala cada vez mais sobre saúde mental e bem-estar no ambiente corporativo, medidas como essa reforçam a importância do acolhimento e do respeito ao momento de dor do colaborador.

O que falta para a medida entrar em vigor?

Agora o projeto segue para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado também por lá, será encaminhado para sanção presidencial. Só então passará a valer oficialmente para todos os trabalhadores com carteira assinada no Brasil.

O que as empresas devem fazer?

Empresas e gestores de RH devem acompanhar a tramitação do projeto e se preparar para ajustar suas políticas internas de afastamento, garantindo conformidade legal assim que a nova regra for implementada.

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Pix Parcelado: o que muda com a nova modalidade e como isso pode impactar consumidores e lojistas

O Pix já é, sem dúvida, o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Com sua praticidade, velocidade e gratuidade, ele transformou o jeito de transferir e receber dinheiro no país. Agora, o Banco Central prepara mais uma novidade: o Pix Parcelado, que promete ser uma alternativa real ao cartão de crédito tradicional.

O anúncio oficial indica que as regras para o funcionamento da nova modalidade serão divulgadas ainda em setembro de 2025, com expectativa de movimentar o varejo, aumentar a inclusão financeira e ampliar o acesso ao crédito para mais de 60 milhões de brasileiros que hoje não têm cartão.

Neste artigo, explicamos em detalhes como o Pix Parcelado vai funcionar, quais são os impactos esperados para consumidores e lojistas, e por que essa mudança pode representar um novo capítulo na forma como lidamos com crédito no país.

O que é o Pix Parcelado?

O Pix Parcelado será uma modalidade de crédito oferecida pelas instituições financeiras diretamente dentro do ambiente do Pix. A grande inovação é permitir que o consumidor parcele o pagamento, enquanto o lojista recebe o valor total da venda à vista, no momento da transação.

Essa operação funciona de forma semelhante ao cartão de crédito, mas com algumas vantagens importantes:

  • O crédito é liberado diretamente pelo banco do consumidor, e não pela operadora do cartão;
  • O comércio recebe imediatamente, sem precisar antecipar valores;
  • Não haverá a cobrança de taxas sobre antecipação de recebíveis;
  • A linha de crédito poderá ser utilizada também em transferências entre pessoas físicas, além de compras.

Como vai funcionar na prática?

A experiência será integrada ao Pix tradicional, mas com novas opções de pagamento no momento da transação. Ao optar pelo parcelamento, o consumidor verá a simulação do valor das parcelas, juros e condições, conforme oferta de sua instituição financeira.

Quem define os juros?

Cada banco ou fintech será responsável por definir:

  • Taxas de juros
  • Limites de crédito
  • Análise de risco
  • Política de cobrança

O risco de inadimplência é do banco, e não do lojista.

Quem será beneficiado?

Para consumidores:

  • Acesso ao crédito para quem não tem cartão de crédito aprovado;
  • Transparência nas condições e simulações claras antes da contratação;
  • Possibilidade de parcelar compras e transferências pessoais, com juros potencialmente menores.

Para lojistas:

  • Recebimento imediato e integral dos valores;
  • Redução de custos operacionais (sem antecipação de recebíveis);
  • Maior chance de conversão em vendas de maior valor.

Segundo o Banco Central, o objetivo é criar uma experiência padronizada entre os bancos, garantindo educação financeira, clareza e concorrência saudável no setor.

Cartão de crédito x Pix Parcelado

Hoje, o parcelamento com cartão de crédito é amplamente utilizado, mas embute uma série de custos, inclusive em compras “sem juros”. Muitas vezes, o lojista já precifica esse custo no valor final do produto, e o consumidor nem percebe.

Além disso, o rotativo do cartão, usado quando o pagamento da fatura não é integral, tem juros que ultrapassam os 15% ao mês — um dos mais altos do mercado.

Com o Pix Parcelado, espera-se que os bancos ofereçam modelos de crédito mais inteligentes, personalizados e com juros mais justos, o que representa uma oportunidade para repensar o uso do cartão em várias situações.

Oportunidade de crescimento para o varejo

Para micro e pequenos empresários, especialmente no varejo, essa novidade pode representar um fôlego nas vendas:

  • Redução de barreiras para compras de maior valor;
  • Mais previsibilidade no fluxo de caixa;
  • Menos dependência de maquininhas e bandeiras de cartão.

Além disso, o modelo pode favorecer negócios digitais, e-commerce, prestadores de serviço e profissionais autônomos que buscam oferecer facilidades de pagamento com menor custo.

E os riscos?

Como toda linha de crédito, o Pix Parcelado também exige atenção:

  • O consumidor pagará juros sobre o valor parcelado;
  • É preciso ter disciplina financeira para evitar o endividamento;
  • Nem todos os bancos devem oferecer as mesmas condições.

Por isso, educação financeira e orientação profissional continuam sendo fundamentais para o uso consciente da nova modalidade.

Conclusão: o que esperar do Pix Parcelado?

O Pix Parcelado é mais do que uma novidade: é uma resposta a uma necessidade real de mercado — mais acesso, menos burocracia e mais competitividade.

Ao oferecer alternativas ao modelo atual do cartão de crédito, o Banco Central aposta na inclusão financeira, transparência e inovação.

Mas, como toda decisão que envolve finanças, é essencial contar com aconselhamento especializado, principalmente para quem empreende ou deseja aproveitar esse novo cenário para alavancar o próprio negócio.

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