Mudanças no Imposto de Renda 2026: o que empresários precisam saber agora

O Governo Federal oficializou alterações significativas no Imposto de Renda para 2026, e os impactos vão muito além da ampliação da faixa isenta. As mudanças atingem não apenas trabalhadores, mas também empreendedores, sócios e empresas que distribuem lucros.

Para quem administra um negócio, entender essas mudanças não é opcional — é estratégico. Um erro de cálculo pode resultar em pagamento maior de IR ou até na perda de oportunidades legais de economia.

Neste artigo, você confere de forma simples e objetiva os principais pontos da atualização.

1. Redução do IR para rendimentos entre R$ 5.000 e R$ 7.250

A faixa intermediária terá uma redução efetiva na alíquota.
Isso significa:

  • pró-labores dentro dessa faixa pagarão menos imposto,
  • empresas podem ter melhor eficiência tributária,
  • novos cenários de distribuição podem se tornar mais vantajosos.

Essa é uma mudança positiva, especialmente para micro e pequenas empresas.

2. Estrutura progressiva mais marcada

A partir de 2026, o IR ganha uma progressividade mais acentuada:
quem ganha mais, contribui mais”.

As faixas foram reorganizadas, e a carga para quem está no topo da tabela tende a aumentar.
Já a carga para rendimentos médios tende a reduzir.

Para empresários, isso significa necessidade de revisão de:

  • pró-labore
  • regime de tributação
  • forma de distribuição de lucros

3. Tributação de dividendos: o ponto mais sensível para empresários

Uma das maiores mudanças é a tributação de dividendos acima de um limite mensal (ex.: R$ 50 mil).

Isso impacta diretamente:

  • planejamentos de distribuição
  • pró-labore de sócios
  • fluxo de caixa das empresas
  • modelos societários

Empresas que hoje dependem da distribuição isenta precisarão adaptar sua estratégia.

4. Deduções automáticas e simplificação

O modelo adotará deduções automáticas em determinadas faixas, reduzindo burocracia e diminuindo possibilidades de erro na declaração.

Essa é uma mudança positiva, mas exige acompanhamento para evitar:

  • perda de deduções,
  • escolhas inadequadas entre modelo completo/simplificado,
  • inconsistências com cruzamento de dados.

O que tudo isso significa para empresários e sócios?

As mudanças exigem revisão completa do planejamento tributário e societário.

É essencial revisar:

✔️ pró-labore
✔️ regime de tributação
✔️ política de distribuição de lucros
✔️ simulações para 2026
✔️ alternativas para redução legal de carga tributária

Sem isso, o risco é pagar mais imposto do que o necessário.

Como a Elfem Consultoria pode ajudar?

A equipe da Elfem está acompanhando cada atualização para oferecer:

  • simulações personalizadas,
  • reorganização societária,
  • análise estratégica de pró-labore e lucros,
  • revisão tributária completa.

Ajudamos sua empresa a se antecipar às mudanças — com segurança, clareza e economia.

Quer saber como as novas regras do IR impactam sua empresa?

Fale com nossos especialistas e solicite uma análise completa.

Receita Federal confirma: ICMS-ST e ICMS-DIFAL ficam fora da base de cálculo do PIS/COFINS

Uma oportunidade tributária para empresas que buscam economia e eficiência fiscal

A Receita Federal publicou recentemente duas Soluções de Consulta que esclarecem, de forma definitiva, a aplicação das teses relacionadas à exclusão do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL da base de cálculo do PIS e da COFINS.
Essa atualização marca um avanço significativo no cenário tributário brasileiro e representa uma oportunidade real de economia para empresas que recolhem esses impostos em suas operações.

Mais do que uma interpretação técnica, essa mudança reforça a importância do planejamento tributário estratégico como ferramenta de redução de custos e segurança jurídica.

1. O que motivou a mudança?

Nos últimos anos, decisões do Supremo Tribunal Federal (Tema 69) e do Superior Tribunal de Justiça (Tema 1125) consolidaram o entendimento de que o ICMS não compõe a receita própria do contribuinte.
Com base nisso, a PGFN — Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — emitiu o Parecer nº 4.090/2024, alinhando-se às cortes superiores.

O próximo passo natural era a Receita Federal formalizar esse entendimento em Soluções de Consulta, permitindo sua aplicação direta pelos contribuintes.

E foi exatamente isso que ocorreu.

2. Solução de Consulta sobre ICMS-ST

A Receita Federal publicou a Solução de Consulta COSIT nº 100/2025, confirmando que:

  • O ICMS-ST recolhido pelo contribuinte não integra receita própria,
  • Portanto, não deve compor a base de cálculo do PIS/COFINS para o contribuinte substituído.

Esse posicionamento supera entendimentos anteriores que restringiam o direito aos contribuintes substitutos e traz segurança jurídica ao setor varejista, atacadista e a empresas que sofrem substituição tributária em suas cadeias.

3. Solução de Consulta sobre ICMS-DIFAL

Na sequência, a Receita também publicou a Solução de Consulta COSIT nº 198/2025, afirmando que:

  • O ICMS-DIFAL representa apenas um complemento de imposto destinado ao estado de destino,
  • Não constitui receita, faturamento ou acréscimo patrimonial do contribuinte,
  • Logo, também deve ser excluído da base de cálculo do PIS/COFINS.

Aqui, a Receita reforça o mesmo fundamento jurídico aplicado no Tema 69: tributo que apenas transita pela empresa não pode compor faturamento para fins de PIS/COFINS.

4. O que isso significa para as empresas?

Essa atualização abre um cenário de grande relevância econômica, especialmente para empresas:

  • do varejo e atacado,
  • do comércio interestadual,
  • que recolhem ICMS-ST em suas compras,
  • que apuram DIFAL nas operações para consumidores finais.

Os principais impactos são:

✔ Economia futura

A partir das soluções de consulta, as empresas podem excluir esses valores imediatamente da apuração do PIS/COFINS, reduzindo a carga tributária mensal.

✔ Recuperação de créditos pagos a maior

Como a Receita admite que tais valores não deveriam ter sido incluídos na base, abre-se a possibilidade de:

  • Pedido de restituição,
  • Compensação via PER/DCOMP,
  • Créditos dos últimos 5 anos (observadas as regras de modulação do Tema 69).

🎯 Para muitas empresas, isso representa um crédito tributário expressivo, capaz de gerar impacto direto no fluxo de caixa.

5. Por que isso reforça a importância do planejamento tributário?

O sistema tributário brasileiro está em constante evolução.
Quando a empresa não acompanha essas mudanças, corre risco de:

  • pagar mais impostos do que deveria,
  • perder créditos,
  • ser autuada por enquadramentos incorretos,
  • comprometer sua competitividade.

O caso do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL é um exemplo clássico:
ao aplicar corretamente um entendimento jurídico consolidado, a empresa garante economia de forma totalmente legal e segura.

Planejamento tributário não é uma opção — é uma necessidade estratégica.

6. Como a Elfem Consultoria pode ajudar?

A Elfem acompanha de perto todas as atualizações tributárias e atua diariamente na análise de:

  • apurações mensais,
  • classificação correta de tributos,
  • oportunidades de economia,
  • recuperação de créditos,
  • defesa fiscal e compliance tributário.

Com base nas novas soluções da Receita, podemos:

🔍 Identificar se sua empresa tem valores a recuperar,

🧾 Calcular o impacto mensal da exclusão,

⚖️ Orientar a aplicação segura do entendimento,

🟢 Conduzir processos de compensação ou restituição,

📊 Reestruturar seu planejamento tributário de forma estratégica.

Economizar tributos de forma legal e organizada é uma das formas mais importantes de fortalecer sua empresa em 2025.

A exclusão do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL da base do PIS/COFINS representa uma das mais relevantes oportunidades tributárias dos últimos anos.
Com segurança jurídica reforçada pela Receita Federal, as empresas agora têm condições de transformar esse entendimento em economia imediata e créditos recuperáveis.

Organização é a chave para economizar — e o momento de agir é agora.

👉 Deseja descobrir se sua empresa tem valores a recuperar?
Fale com a Elfem Consultoria e receba uma análise especializada.

Split Payment: entenda como essa nova regra da reforma tributária pode impactar sua empresa

A reforma tributária está trazendo uma série de transformações no sistema de arrecadação de impostos no Brasil. E entre as mudanças menos comentadas — mas altamente impactantes — está a adoção do Split Payment.
Você já ouviu esse termo? Se a resposta for “não”, você não está sozinho. Poucos empreendedores sabem que essa tecnologia fiscal vai mudar radicalmente a forma como as empresas recolhem impostos. Neste artigo, você vai entender:

O que sua empresa precisa fazer agora para se adaptar

O que é o Split Payment

Como ele funcionará na prática

Quais são os impactos positivos e negativos
O que é o Split Payment?

O termo Split Payment vem do inglês e significa “pagamento dividido”. Essa tecnologia já é utilizada em países como Itália e Polônia, e a proposta da reforma tributária brasileira é aplicá-la em operações sujeitas ao novo IVA dual (IBS e CBS).

Na prática, quando uma venda for realizada, o valor da transação será automaticamente dividido:

✅ Uma parte vai direto para o Fisco (governos federal, estadual e/ou municipal)
✅ A outra parte vai para a conta da empresa vendedora

Ou seja, o recolhimento dos tributos será automático e em tempo real, sem que a empresa tenha que calcular ou agendar o pagamento posteriormente.
Como vai funcionar?

Ao realizar uma venda, o sistema financeiro (bancos, maquininhas, plataformas de pagamento) será responsável por aplicar o Split Payment automaticamente, enviando:

  • O valor correspondente ao imposto (IBS e CBS) diretamente para os cofres públicos
  • O valor líquido da venda para a conta da empresa

Essa sistemática será obrigatória para todas as empresas sujeitas ao novo regime tributário, com exceções ainda em discussão para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional.

O modelo brasileiro ainda será detalhado por lei complementar, mas já está claro que:

📌 Haverá padronização tecnológica para integração entre sistemas de pagamentos e entes federativos
📌 Será possível identificar o imposto em cada operação, evitando fraudes e inadimplência tributária
📌 A empresa não terá mais autonomia para reter o imposto e pagar no vencimento
Benefícios esperados

Apesar de parecer invasivo à primeira vista, o Split Payment tem alguns pontos positivos importantes para o ambiente de negócios:

1. Mais segurança jurídica

Como o imposto será recolhido automaticamente, a empresa reduz o risco de erros de cálculo ou omissões que poderiam gerar autuações e multas.

2. Menos inadimplência tributária

Ao evitar que o valor do imposto passe pelas mãos da empresa, o sistema inibe práticas de sonegação ou uso indevido dos tributos.

3. Transparência e automação

O sistema pode reduzir a burocracia e a complexidade do cumprimento fiscal, permitindo que os empresários foquem mais na gestão do negócio do que no emaranhado tributário.
Riscos e desafios para as empresas

Apesar das vantagens técnicas, o Split Payment também traz desafios práticos relevantes, especialmente para pequenas e médias empresas.

1. Impacto direto no fluxo de caixa

O maior ponto de atenção é que a empresa deixará de ter o valor total da venda em caixa, mesmo que temporariamente. Antes, era possível usar esse valor e depois recolher os tributos no prazo. Agora, o imposto será descontado na fonte.

🔺 Isso aperta o fluxo de caixa e exige reorganização financeira imediata.

2. Menor margem de manobra

Empresas que contavam com a postergação do pagamento dos impostos para equilibrar entradas e saídas terão que se adaptar a uma lógica de gestão mais rígida, com menos flexibilidade operacional.

3. Adaptação tecnológica obrigatória

Para que o sistema funcione, será necessário que as empresas utilizem sistemas integrados e atualizados, além de plataformas compatíveis com o novo modelo de cobrança.
Como se preparar para o Split Payment?

O segredo para enfrentar essa mudança com tranquilidade está no planejamento financeiro e tributário antecipado. Veja o que você pode (e deve) começar a fazer:

✅ Reestruture seu fluxo de caixa

Faça simulações de vendas com os valores líquidos já descontados do imposto. Avalie como isso impacta seus compromissos mensais.

✅ Revise sua precificação

Pode ser necessário ajustar o preço de seus produtos ou serviços para manter a margem de lucro saudável.

✅ Invista em tecnologia contábil e fiscal

Procure sistemas que ofereçam integração automática e relatórios detalhados, prontos para a nova era do IVA e do Split Payment.

✅ Tenha uma contabilidade estratégica ao seu lado

Profissionais atualizados com a legislação podem ajudar sua empresa a evitar riscos, manter a regularidade fiscal e aproveitar oportunidades legais de economia.
Conclusão

O Split Payment vai mudar a lógica de arrecadação de impostos no Brasil. O governo vai receber primeiro. A empresa, depois. E isso exige uma nova postura de gestão.

Empresas que se anteciparem, reorganizarem seus fluxos e contarem com apoio profissional vão atravessar essa transição com mais segurança e menos impacto.

Agora, mais do que nunca, contabilidade é estratégia.
E a Elfem Contabilidade está aqui para guiar você nesse novo cenário. 🍀