PL 1219/25 quer mudar faturas de cartão: nome fantasia e CNPJ para mais transparência e menos golpes

Empresários e PMEs convivem com um problema recorrente no financeiro: lançamentos de cartão com descrições confusas, códigos ou nomes que não ajudam a identificar rapidamente o estabelecimento. Isso abre espaço para erros, compras não reconhecidas, disputas e até golpes.

Para atacar esse ponto, está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1219/25, que propõe uma mudança direta na forma como extratos e faturas de cartões de crédito e débito apresentam as transações: passariam a exibir o nome fantasia e o CNPJ do estabelecimento onde a compra foi realizada.

O que o PL 1219/25 propõe na prática

O projeto determina que extratos e faturas de cartão tragam informações mais claras para o consumidor (e, na prática, também para as empresas):

  • Nome fantasia do estabelecimento
  • CNPJ do estabelecimento onde a compra ocorreu

A proposta é do deputado Beto Richa (PSDB-PR) e altera o Código de Defesa do Consumidor, reforçando o direito à informação na transação.

Por que essa mudança existe: o problema das descrições “genéricas” nas faturas

Segundo a justificativa apresentada, a falta de clareza em descrições atuais nem sempre permite identificar o estabelecimento e pode gerar:

  • contestação por dúvida (“não reconheço essa compra”)
  • erros de conciliação e conferência
  • brechas para golpes e cobranças indevidas

A ideia é simples: com nome fantasia + CNPJ visíveis, fica mais fácil conferir rapidamente se a compra é real e contestar quando não for.

Por que essa mudança existe: o problema das descrições “genéricas” nas faturas

Segundo a justificativa apresentada, a falta de clareza em descrições atuais nem sempre permite identificar o estabelecimento e pode gerar:

  • contestação por dúvida (“não reconheço essa compra”)
  • erros de conciliação e conferência
  • brechas para golpes e cobranças indevidas

A ideia é simples: com nome fantasia + CNPJ visíveis, fica mais fácil conferir rapidamente se a compra é real e contestar quando não for.

Quem teria que enviar as informações para aparecer na fatura?

O projeto prevê que o fornecedor que recebe o pagamento será responsável por encaminhar os dados necessários à instituição financeira ou intermediadora de pagamento.

Além disso, a proposta passa a considerar prática irregular impedir ou dificultar o acesso do consumidor a dados que comprovem as transações.

A ideia é simples: com nome fantasia + CNPJ visíveis, fica mais fácil conferir rapidamente se a compra é real e contestar quando não for.

Quem teria que enviar as informações para aparecer na fatura?

O projeto prevê que o fornecedor que recebe o pagamento será responsável por encaminhar os dados necessários à instituição financeira ou intermediadora de pagamento.

Além disso, a proposta passa a considerar prática irregular impedir ou dificultar o acesso do consumidor a dados que comprovem as transações.

Impacto para PMEs: o que muda no dia a dia do financeiro

Mesmo sendo uma medida voltada ao direito de informação do consumidor, o efeito para PMEs pode ser muito positivo:

1) Menos estornos por confusão

Quando o cliente não identifica o estabelecimento, aumenta a chance de contestação. O autor do projeto aponta que a medida pode reduzir pedidos de estorno causados por incerteza na cobrança.

2) Conciliação financeira mais rápida

Com identificação clara, o time financeiro perde menos tempo “caçando” a origem de lançamentos, especialmente em operações com adquirentes/intermediadores.

3) Mais segurança contra fraudes

Golpes e cobranças indevidas ficam mais fáceis de detectar quando o lançamento traz informações objetivas.

O PL já virou lei? Como está a tramitação

Ainda não é lei. O projeto está em análise na Câmara e tramita em caráter conclusivo, passando por comissões antes de seguir para o Senado. Para virar lei, precisa ser aprovado por deputados e senadores.

Checklist imediato: o que sua empresa pode fazer hoje (mesmo antes do PL)

Enquanto a mudança não vira regra, você já pode elevar o nível de segurança e controle:

  1. Conciliação diária/semana de cartão (por adquirente e por intermediador)
  2. Padronização do “nome de loja” e identificação em gateways/PSPs (quando possível)
  3. Rotina antifraude no financeiro: validação de cobranças e assinaturas recorrentes
  4. Treinamento rápido do time: “não pagar no impulso”, checar origem, evitar links e cobranças “urgentes”
  5. Registro de evidências (nota/contrato/pedido) para reduzir disputa e retrabalho em contestação

FAQ rápido

Esse PL muda algo para o MEI/PME que vende no cartão?
Indiretamente, sim: melhora clareza para o cliente e pode reduzir contestação por confusão — mas dependerá de como o mercado e intermediadores implementarão se virar lei.

Quando começa a valer?
Ainda não há data — o projeto está em tramitação.

Vai aparecer nome fantasia e CNPJ em débito e crédito?
Sim, a proposta cita cartões de crédito e débito (extratos e faturas)

Nova regra da Receita Federal exige assinatura digital do contador para emissão do CNPJ

Abertura de Empresas no Brasil Entra em Nova Fase de Rigor e Transparência

A Receita Federal implementou uma mudança significativa no processo de abertura de empresas no Brasil. Com a atualização do Módulo Administração Tributária (MAT), passou a ser obrigatória a assinatura digital do contador para emitir o CNPJ.

A medida representa um reforço direto ao combate de ilícitos fiscais e societários, especialmente crimes ligados à criação de empresas de fachada e utilização de “laranjas”.

Por que essa mudança foi implementada?

Nos últimos anos, aumentou o número de irregularidades envolvendo abertura de empresas sem acompanhamento contábil adequado — algumas usadas para:

  • movimentar valores ilícitos,
  • emitir notas frias,
  • simular operações inexistentes,
  • ou ocultar patrimônio e operações financeiras.

Com a assinatura digital obrigatória, a Receita cria uma camada adicional de segurança, garantindo que todo CNPJ tenha respaldo profissional e responsabilidade técnica.

O que muda na prática para o empreendedor?

✔ O contador se torna peça obrigatória

Nenhum CNPJ poderá avançar no fluxo de abertura sem a assinatura do contador no sistema MAT.

✔ Mais segurança na abertura do negócio

Evita fraudes e protege o empreendedor contra uso indevido do seu CPF em sociedades.

✔ Redução de riscos fiscais futuros

Um CNPJ mal constituído pode gerar problemas graves: pendências, bloqueios, autuações e restrições.

✔ Processo mais transparente

A Receita passa a rastrear, com precisão, a responsabilidade técnica desde o primeiro documento da empresa.

Impacto para contadores e escritórios de contabilidade

A medida reforça o papel do contador como agente de compliance, garantindo:

  • enquadramento correto do CNAE,
  • regime tributário adequado,
  • estrutura societária segura,
  • prevenção de fraudes.

Na prática, a contabilidade deixa de ser apenas “operacional” e passa a atuar ainda mais na área jurídico-tributária e estratégica.

A Elfem está preparada para atender as novas exigências da Receita Federal e oferece:
🔐 abertura de empresas com segurança total,
🧭 análise completa de viabilidade societária e tributária,
📑 emissão e assinatura digital com responsabilidade técnica,
📊 acompanhamento de compliance desde o primeiro dia do CNPJ.

Seu negócio começa certo quando nasce dentro da lei — e com orientação profissional.

A assinatura digital obrigatória do contador não é apenas uma regra.
É um avanço em direção a mais transparência, segurança e responsabilidade na vida empresarial brasileira.

Empresas passam a nascer mais protegidas e fiscalizáveis, e o empreendedor ganha tranquilidade para crescer com estrutura sólida.

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Mudanças no Imposto de Renda 2026: o que empresários precisam saber agora

O Governo Federal oficializou alterações significativas no Imposto de Renda para 2026, e os impactos vão muito além da ampliação da faixa isenta. As mudanças atingem não apenas trabalhadores, mas também empreendedores, sócios e empresas que distribuem lucros.

Para quem administra um negócio, entender essas mudanças não é opcional — é estratégico. Um erro de cálculo pode resultar em pagamento maior de IR ou até na perda de oportunidades legais de economia.

Neste artigo, você confere de forma simples e objetiva os principais pontos da atualização.

1. Redução do IR para rendimentos entre R$ 5.000 e R$ 7.250

A faixa intermediária terá uma redução efetiva na alíquota.
Isso significa:

  • pró-labores dentro dessa faixa pagarão menos imposto,
  • empresas podem ter melhor eficiência tributária,
  • novos cenários de distribuição podem se tornar mais vantajosos.

Essa é uma mudança positiva, especialmente para micro e pequenas empresas.

2. Estrutura progressiva mais marcada

A partir de 2026, o IR ganha uma progressividade mais acentuada:
quem ganha mais, contribui mais”.

As faixas foram reorganizadas, e a carga para quem está no topo da tabela tende a aumentar.
Já a carga para rendimentos médios tende a reduzir.

Para empresários, isso significa necessidade de revisão de:

  • pró-labore
  • regime de tributação
  • forma de distribuição de lucros

3. Tributação de dividendos: o ponto mais sensível para empresários

Uma das maiores mudanças é a tributação de dividendos acima de um limite mensal (ex.: R$ 50 mil).

Isso impacta diretamente:

  • planejamentos de distribuição
  • pró-labore de sócios
  • fluxo de caixa das empresas
  • modelos societários

Empresas que hoje dependem da distribuição isenta precisarão adaptar sua estratégia.

4. Deduções automáticas e simplificação

O modelo adotará deduções automáticas em determinadas faixas, reduzindo burocracia e diminuindo possibilidades de erro na declaração.

Essa é uma mudança positiva, mas exige acompanhamento para evitar:

  • perda de deduções,
  • escolhas inadequadas entre modelo completo/simplificado,
  • inconsistências com cruzamento de dados.

O que tudo isso significa para empresários e sócios?

As mudanças exigem revisão completa do planejamento tributário e societário.

É essencial revisar:

✔️ pró-labore
✔️ regime de tributação
✔️ política de distribuição de lucros
✔️ simulações para 2026
✔️ alternativas para redução legal de carga tributária

Sem isso, o risco é pagar mais imposto do que o necessário.

Como a Elfem Consultoria pode ajudar?

A equipe da Elfem está acompanhando cada atualização para oferecer:

  • simulações personalizadas,
  • reorganização societária,
  • análise estratégica de pró-labore e lucros,
  • revisão tributária completa.

Ajudamos sua empresa a se antecipar às mudanças — com segurança, clareza e economia.

Quer saber como as novas regras do IR impactam sua empresa?

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