Trabalho em Feriados 2026: Sua empresa precisa de acordo sindical para abrir?

Desde 1º de março de 2026, o funcionamento do comércio em feriados deixou de ser uma decisão unilateral do empresário. A entrada em vigor da Portaria MTE nº 3.665/2023 revogou a autorização permanente que existia anteriormente, resgatando a exigência de negociação coletiva prevista na Lei nº 10.101/2000 .

Quem é afetado pela mudança? A nova regra atinge diretamente 12 setores estratégicos do varejo que costumavam operar livremente em datas comemorativas, incluindo:

  • Supermercados e hipermercados ;
  • Farmácias e drogarias ;
  • Comércio de carnes, frutas e verduras .

Riscos de abrir sem o respaldo jurídico Se a sua empresa escalar funcionários para um feriado — como a próxima Sexta-feira Santa — sem que haja uma cláusula específica na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) autorizando o labor, o negócio fica exposto a:

  1. Multas administrativas aplicadas pelo Ministério do Trabalho .
  2. Passivos trabalhistas, uma vez que o trabalho sem amparo legal pode ser contestado judicialmente .
  3. Interdição do estabelecimento por descumprimento de norma coletiva.

O que o empresário deve fazer agora? É fundamental revisar o enquadramento sindical da empresa e verificar se a CCT vigente já contempla o trabalho em feriados. Caso contrário, é necessário iniciar uma negociação para um Acordo Coletivo de Trabalho específico .

O Alerta do Leão: A facilidade que pode virar armadilha

O início do prazo de entrega do Imposto de Renda 2026, aberto em 23 de março, trouxe uma surpresa desagradável para muitos contribuintes: instabilidades sistêmicas e dados incompletos na modalidade pré-preenchida. Embora o Fisco prometa agilidade, falhas de autenticação no portal Gov.br e mensagens de “processo de autorização incompleto” impediram o envio de milhares de declarações logo nas primeiras horas .

Quais dados estão vindo errados? Contadores e contribuintes relataram inconsistências graves, principalmente em:

  • Despesas Médicas: Valores de reembolsos de planos de saúde ausentes ou montantes inferiores aos efetivamente pagos .
  • Saldos Bancários: Contas de titulares e dependentes aparecendo sem saldo ou com informações desatualizadas de anos anteriores.
  • Rendimentos: Campos vazios mesmo quando a fonte pagadora já enviou os dados via eSocial .

Por que o sistema falha? A Receita Federal esclarece que a pré-preenchida depende da segurança dos dados. Se o Fisco não tem certeza absoluta da informação ou se a fonte pagadora (bancos, clínicas, empresas) ainda está retificando arquivos como a EFD-Reinf, o sistema opta por deixar o campo vazio para evitar erros automáticos .

Como garantir uma declaração segura A regra de ouro é: a responsabilidade jurídica pela exatidão dos dados é integralmente do contribuinte. Nunca confie cegamente no que o sistema importa. Sempre priorize os seus informes de rendimentos oficiais e recibos físicos em caso de divergência .

PIX e Receita Federal: por que omitir faturamento ficou mais arriscado

O PIX revolucionou pagamentos no Brasil.
Mas também aumentou o nível de fiscalização.

A Receita ampliou o cruzamento entre movimentações via PIX e declarações fiscais.

A Receita pode comparar:

  • Entradas via PIX
  • PGDAS-D
  • DEFIS
  • EFD
  • Informações bancárias

Diferenças chamam atenção automaticamente.

Alguns empresários acreditam que pequenos valores “passam despercebidos”.

Não passam.

O sistema é digital e automatizado.

Conta pessoal + conta PJ misturadas dificultam comprovação e aumentam risco.

Organização financeira é proteção.

Hoje, empresa organizada:

✔️ Declara tudo corretamente
✔️ Separa contas
✔️ Mantém conciliação diária

👉 Receita cruzando dados não é ameaça para quem trabalha certo.
📲 Fale com a Elfem.