Tarifa de 50% dos EUA: o que muda para exportadores brasileiros

O que está acontecendo?

Os Estados Unidos anunciaram, em 9 de julho de 2025, uma tarifa de 50% sobre importações brasileiras, com vigência prevista para 1º de agosto. A medida afeta produtos como café, suco de laranja, carne bovina, aviões (Embraer), aço, alumínio e químicos

A justificativa oficial mistura questões comerciais e políticas — inclusive apontando ações judiciais envolvendo o ex-Presidente Jair Bolsonaro como pano de fundo

Setores mais impactados

  • Agronegócio: exportadores de café e suco de laranja enfrentam queda abrupta na demanda americana; produtores já relatam preços despencando pela redução de exportações
  • Carnes: empresas como JBS, Marfrig e Minerva estimam perdas de até US$ 1 bilhão nas exportações aos EUA, tornando essas vendas inviáveis
  • Indústria aeroespacial: Embraer enfrenta risco de cancelamentos e renegociações contratuais, com impacto direto em empregos e investimentos
  • Químicos, aço e alumínio: empresas do setor enfrentam restrições e adiamento de exportações previstas

Impacto macroeconômico

  • Diluição das exportações líquidas: antecipa desvalorização do real entre 5% e 10% em curto prazo, gera volatilidade nos mercados de câmbio e dívida externa
  • Inflação sob pressão: aumento de preços de combustíveis, fertilizantes e insumos importados pode elevar o IPCA em 0,3 a 0,6 pontos percentuais em 2025
  • Atividade industrial e emprego: ajustes como férias coletivas, cortes de turnos e renegociação de contratos podem gerar demissões e queda nos investimentos exportadores

O que o Brasil está fazendo?

O governo brasileiro já apresentou recursos à OMC e adotou medidas de resposta com base na Lei de Reciprocidade Comercial (Decreto nº 12.551/2025). Além disso, busca evitar impacto sobre setores sensíveis como alimentos e aeronáutica, enquanto analisa apoio via linhas de crédito

Especialistas e organismos internacionais indicam que a economia brasileira manterá crescimento estimado de 2,2–2,3% em 2025, mas com maior risco inflacionário e possíveis ajustes cambiais

Como as PMEs podem se preparar?

  1. Diversificar mercados: avaliar exportações para China, Índia, África e Oriente Médio como alternativa aos EUA
  2. Revisar contratos internacionais: renegociar cláusulas de preços CIF e prever perdas com base em força maior ou impossibilidade econômica
  3. Gestão de custos e câmbio: controlar passivo em dólar e ajustar precificação de produtos com cenário de alta cambial.
  4. Planejamento tributário estratégico: antecipar impacto de receitas e custos na declaração fiscal da empresa.

Como a Elfem pode ajudar?

Na Elfem Consultoria, atuamos com planejamento estratégico para empresá rios que exportam ou compram insumos do exterior.
Se sua empresa está exposta a esse cenário ou pretende internacionalizar, conte com:

  • Análise de impacto tributário e cambial;
  • Orientação sobre contratos e renegociações comerciais;
  • Estratégias para diversificação e redução de riscos;
  • Suporte para buscar linhas de crédito ou compensações fiscais.

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Nova regra da Receita obriga definição do regime tributário na abertura do CNPJ

Entenda o que muda com a Nota Técnica nº 181/2025 e como isso impacta diretamente quem quer abrir uma empresa no Brasil

A Receita Federal publicou, em julho de 2025, a Nota Técnica nº 181, que altera significativamente o processo de abertura de empresas no país. A partir da entrada em vigor do novo procedimento, o empreendedor deverá escolher o regime tributário já no momento de solicitação do CNPJ — e não mais até 60 dias após a abertura, como era permitido anteriormente.

Essa exigência será aplicada por meio do novo Módulo AT da Redesim, sistema que unifica dados e processos entre Receita Federal, estados e municípios. A mudança entra em vigor a partir de 27 de julho de 2025, e promete maior controle e integração dos dados tributários logo nos primeiros passos da empresa.

O que muda, na prática?

Antes da nova regra, o empresário podia abrir o CNPJ e só depois, com calma e orientação de um contador, optar pelo Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real dentro de um prazo de 60 dias. Agora, essa decisão precisa ser tomada já no início do processo, o que exige:

  • Conhecimento prévio sobre os regimes tributários;
  • Planejamento financeiro e fiscal desde o primeiro dia;
  • Suporte técnico especializado para evitar erros irreversíveis.

Quais os riscos de errar nessa escolha?

Tomar uma decisão errada na hora de escolher o regime tributário pode representar:

❌ Pagamento de mais impostos do que o necessário
❌ Incompatibilidade com atividades da empresa (restrições do Simples)
❌ Perda de benefícios fiscais ou acesso a linhas de crédito
❌ Multas por desenquadramento indevido
❌ Retrabalho e custos extras com alteração contratual

Por que essa mudança foi feita?

Segundo a Receita Federal, a nova exigência faz parte do movimento de modernização e integração dos sistemas fiscais do país. Com a implementação do Módulo AT da Redesim, a ideia é tornar o processo mais transparente, digital e conectado aos demais entes federativos (estado e município).

No entanto, especialistas da área contábil e jurídica alertam que a medida pode aumentar a burocracia e gerar atrasos na formalização de empresas, caso os empreendedores não contem com apoio técnico logo de início.

A importância do planejamento tributário desde o início

Com a nova regra, não dá mais para abrir empresa sem antes entender o impacto fiscal dessa decisão. Isso reforça ainda mais a necessidade de um planejamento tributário estratégico — que leve em consideração o faturamento estimado, a natureza das atividades da empresa, o tipo de cliente, e possíveis projeções de crescimento.

Como a Elfem pode te ajudar?

Na Elfem Consultoria, somos especialistas em abertura de empresas e planejamento tributário inteligente. Analisamos seu modelo de negócio, metas e particularidades para indicar o regime ideal para pagar menos impostos dentro da legalidade — e agora, mais do que nunca, esse passo é decisivo já na fase inicial.

Principais mudanças na CLT em 2025 e como sua empresa deve se preparar

Em 2025, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passou por ajustes importantes para modernizar as relações trabalhistas e equilibrar vida profissional e produtividade. Veja o que mudou e saiba como sua empresa pode se adequar sem riscos.

? 1. Semana de 4 dias sem redução salarial

Empresas podem adotar jornada de 4 dias com a mesma carga horária da semana tradicional, sem corte de salário. Excelente para aumentar a satisfação da equipe, mas exige ajuste nas escalas e banco de horas.

? 2. Trabalho remoto formalizado

Para quem atua fora do escritório, é obrigatório:

  • Acordo formal por escrito;
  • Reembolso de despesas com internet, energia e equipamentos;
  • Fornecimento de mobiliário e dispositivos;
  • Política de ergonomia e segurança ocupacional.

? 3. Trabalho em feriados e domingos só com acordo

A Portaria 3.665/2023 determina que o trabalho nestes dias só pode ocorrer após acordos coletivos com o sindicato. Crucial para evitar multas e garantir direitos.

? 4. Licença-paternidade ampliada

A licença-paternidade passa a poder chegar até 90 dias (20 dias obrigatórios + 70 dias opcionais), para empresas que aderirem ao programa governamental — refletindo avanço na responsabilidade familiar.

? 5. Regras mais rígidas sobre férias

Agora, o empregador deve comunicar por escrito ao colaborador com pelo menos 30 dias de antecedência. O fracionamento precisa seguir: uma parte de ao menos 14 dias mais até dois períodos de no mínimo 10 dias cada.

Benefícios e desafios para a empresa

  • Vantagens: mais atração e retenção de talentos, melhor equilíbrio da equipe e aumento da produtividade.
  • Desafios: adaptação de escalas, revisão de contratos, adequação de políticas internas e negociação com sindicatos.

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