Split Payment: entenda como essa nova regra da reforma tributária pode impactar sua empresa

A reforma tributária está trazendo uma série de transformações no sistema de arrecadação de impostos no Brasil. E entre as mudanças menos comentadas — mas altamente impactantes — está a adoção do Split Payment.
Você já ouviu esse termo? Se a resposta for “não”, você não está sozinho. Poucos empreendedores sabem que essa tecnologia fiscal vai mudar radicalmente a forma como as empresas recolhem impostos. Neste artigo, você vai entender:

O que sua empresa precisa fazer agora para se adaptar

O que é o Split Payment

Como ele funcionará na prática

Quais são os impactos positivos e negativos
O que é o Split Payment?

O termo Split Payment vem do inglês e significa “pagamento dividido”. Essa tecnologia já é utilizada em países como Itália e Polônia, e a proposta da reforma tributária brasileira é aplicá-la em operações sujeitas ao novo IVA dual (IBS e CBS).

Na prática, quando uma venda for realizada, o valor da transação será automaticamente dividido:

✅ Uma parte vai direto para o Fisco (governos federal, estadual e/ou municipal)
✅ A outra parte vai para a conta da empresa vendedora

Ou seja, o recolhimento dos tributos será automático e em tempo real, sem que a empresa tenha que calcular ou agendar o pagamento posteriormente.
Como vai funcionar?

Ao realizar uma venda, o sistema financeiro (bancos, maquininhas, plataformas de pagamento) será responsável por aplicar o Split Payment automaticamente, enviando:

  • O valor correspondente ao imposto (IBS e CBS) diretamente para os cofres públicos
  • O valor líquido da venda para a conta da empresa

Essa sistemática será obrigatória para todas as empresas sujeitas ao novo regime tributário, com exceções ainda em discussão para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional.

O modelo brasileiro ainda será detalhado por lei complementar, mas já está claro que:

📌 Haverá padronização tecnológica para integração entre sistemas de pagamentos e entes federativos
📌 Será possível identificar o imposto em cada operação, evitando fraudes e inadimplência tributária
📌 A empresa não terá mais autonomia para reter o imposto e pagar no vencimento
Benefícios esperados

Apesar de parecer invasivo à primeira vista, o Split Payment tem alguns pontos positivos importantes para o ambiente de negócios:

1. Mais segurança jurídica

Como o imposto será recolhido automaticamente, a empresa reduz o risco de erros de cálculo ou omissões que poderiam gerar autuações e multas.

2. Menos inadimplência tributária

Ao evitar que o valor do imposto passe pelas mãos da empresa, o sistema inibe práticas de sonegação ou uso indevido dos tributos.

3. Transparência e automação

O sistema pode reduzir a burocracia e a complexidade do cumprimento fiscal, permitindo que os empresários foquem mais na gestão do negócio do que no emaranhado tributário.
Riscos e desafios para as empresas

Apesar das vantagens técnicas, o Split Payment também traz desafios práticos relevantes, especialmente para pequenas e médias empresas.

1. Impacto direto no fluxo de caixa

O maior ponto de atenção é que a empresa deixará de ter o valor total da venda em caixa, mesmo que temporariamente. Antes, era possível usar esse valor e depois recolher os tributos no prazo. Agora, o imposto será descontado na fonte.

🔺 Isso aperta o fluxo de caixa e exige reorganização financeira imediata.

2. Menor margem de manobra

Empresas que contavam com a postergação do pagamento dos impostos para equilibrar entradas e saídas terão que se adaptar a uma lógica de gestão mais rígida, com menos flexibilidade operacional.

3. Adaptação tecnológica obrigatória

Para que o sistema funcione, será necessário que as empresas utilizem sistemas integrados e atualizados, além de plataformas compatíveis com o novo modelo de cobrança.
Como se preparar para o Split Payment?

O segredo para enfrentar essa mudança com tranquilidade está no planejamento financeiro e tributário antecipado. Veja o que você pode (e deve) começar a fazer:

✅ Reestruture seu fluxo de caixa

Faça simulações de vendas com os valores líquidos já descontados do imposto. Avalie como isso impacta seus compromissos mensais.

✅ Revise sua precificação

Pode ser necessário ajustar o preço de seus produtos ou serviços para manter a margem de lucro saudável.

✅ Invista em tecnologia contábil e fiscal

Procure sistemas que ofereçam integração automática e relatórios detalhados, prontos para a nova era do IVA e do Split Payment.

✅ Tenha uma contabilidade estratégica ao seu lado

Profissionais atualizados com a legislação podem ajudar sua empresa a evitar riscos, manter a regularidade fiscal e aproveitar oportunidades legais de economia.
Conclusão

O Split Payment vai mudar a lógica de arrecadação de impostos no Brasil. O governo vai receber primeiro. A empresa, depois. E isso exige uma nova postura de gestão.

Empresas que se anteciparem, reorganizarem seus fluxos e contarem com apoio profissional vão atravessar essa transição com mais segurança e menos impacto.

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Pix Parcelado: o que muda com a nova modalidade e como isso pode impactar consumidores e lojistas

O Pix já é, sem dúvida, o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Com sua praticidade, velocidade e gratuidade, ele transformou o jeito de transferir e receber dinheiro no país. Agora, o Banco Central prepara mais uma novidade: o Pix Parcelado, que promete ser uma alternativa real ao cartão de crédito tradicional.

O anúncio oficial indica que as regras para o funcionamento da nova modalidade serão divulgadas ainda em setembro de 2025, com expectativa de movimentar o varejo, aumentar a inclusão financeira e ampliar o acesso ao crédito para mais de 60 milhões de brasileiros que hoje não têm cartão.

Neste artigo, explicamos em detalhes como o Pix Parcelado vai funcionar, quais são os impactos esperados para consumidores e lojistas, e por que essa mudança pode representar um novo capítulo na forma como lidamos com crédito no país.

O que é o Pix Parcelado?

O Pix Parcelado será uma modalidade de crédito oferecida pelas instituições financeiras diretamente dentro do ambiente do Pix. A grande inovação é permitir que o consumidor parcele o pagamento, enquanto o lojista recebe o valor total da venda à vista, no momento da transação.

Essa operação funciona de forma semelhante ao cartão de crédito, mas com algumas vantagens importantes:

  • O crédito é liberado diretamente pelo banco do consumidor, e não pela operadora do cartão;
  • O comércio recebe imediatamente, sem precisar antecipar valores;
  • Não haverá a cobrança de taxas sobre antecipação de recebíveis;
  • A linha de crédito poderá ser utilizada também em transferências entre pessoas físicas, além de compras.

Como vai funcionar na prática?

A experiência será integrada ao Pix tradicional, mas com novas opções de pagamento no momento da transação. Ao optar pelo parcelamento, o consumidor verá a simulação do valor das parcelas, juros e condições, conforme oferta de sua instituição financeira.

Quem define os juros?

Cada banco ou fintech será responsável por definir:

  • Taxas de juros
  • Limites de crédito
  • Análise de risco
  • Política de cobrança

O risco de inadimplência é do banco, e não do lojista.

Quem será beneficiado?

Para consumidores:

  • Acesso ao crédito para quem não tem cartão de crédito aprovado;
  • Transparência nas condições e simulações claras antes da contratação;
  • Possibilidade de parcelar compras e transferências pessoais, com juros potencialmente menores.

Para lojistas:

  • Recebimento imediato e integral dos valores;
  • Redução de custos operacionais (sem antecipação de recebíveis);
  • Maior chance de conversão em vendas de maior valor.

Segundo o Banco Central, o objetivo é criar uma experiência padronizada entre os bancos, garantindo educação financeira, clareza e concorrência saudável no setor.

Cartão de crédito x Pix Parcelado

Hoje, o parcelamento com cartão de crédito é amplamente utilizado, mas embute uma série de custos, inclusive em compras “sem juros”. Muitas vezes, o lojista já precifica esse custo no valor final do produto, e o consumidor nem percebe.

Além disso, o rotativo do cartão, usado quando o pagamento da fatura não é integral, tem juros que ultrapassam os 15% ao mês — um dos mais altos do mercado.

Com o Pix Parcelado, espera-se que os bancos ofereçam modelos de crédito mais inteligentes, personalizados e com juros mais justos, o que representa uma oportunidade para repensar o uso do cartão em várias situações.

Oportunidade de crescimento para o varejo

Para micro e pequenos empresários, especialmente no varejo, essa novidade pode representar um fôlego nas vendas:

  • Redução de barreiras para compras de maior valor;
  • Mais previsibilidade no fluxo de caixa;
  • Menos dependência de maquininhas e bandeiras de cartão.

Além disso, o modelo pode favorecer negócios digitais, e-commerce, prestadores de serviço e profissionais autônomos que buscam oferecer facilidades de pagamento com menor custo.

E os riscos?

Como toda linha de crédito, o Pix Parcelado também exige atenção:

  • O consumidor pagará juros sobre o valor parcelado;
  • É preciso ter disciplina financeira para evitar o endividamento;
  • Nem todos os bancos devem oferecer as mesmas condições.

Por isso, educação financeira e orientação profissional continuam sendo fundamentais para o uso consciente da nova modalidade.

Conclusão: o que esperar do Pix Parcelado?

O Pix Parcelado é mais do que uma novidade: é uma resposta a uma necessidade real de mercado — mais acesso, menos burocracia e mais competitividade.

Ao oferecer alternativas ao modelo atual do cartão de crédito, o Banco Central aposta na inclusão financeira, transparência e inovação.

Mas, como toda decisão que envolve finanças, é essencial contar com aconselhamento especializado, principalmente para quem empreende ou deseja aproveitar esse novo cenário para alavancar o próprio negócio.

Conte com a Elfem Contabilidade para orientar suas decisões com clareza, estratégia e segurança. Estamos acompanhando cada mudança do mercado para te ajudar a crescer com inteligência.

Fraudes no Pix disparam e Banco Central anuncia novas regras para 2025 e 2026: entenda o que muda

O Pix revolucionou a forma como fazemos pagamentos no Brasil. Rápido, gratuito e disponível 24 horas por dia, ele se tornou a principal forma de transferência entre brasileiros — tanto em transações pessoais quanto comerciais. Mas junto com a praticidade, cresceu também o número de fraudes.

Segundo dados recentes, o número de casos de golpes com Pix ultrapassa 400 mil por mês no país. Esse cenário acendeu um alerta no Banco Central, que acaba de anunciar mudanças importantes nas regras do sistema.

Neste artigo, vamos explicar o que muda no Pix a partir de novembro de 2025, como essas alterações podem impactar os usuários e os negócios, e o que você precisa fazer para se proteger.

O aumento das fraudes com Pix

Com a popularização do Pix, golpistas também passaram a enxergar no sistema uma oportunidade. Entre os golpes mais comuns estão:

  • Enganos intencionais (quando o fraudador se passa por outra pessoa);
  • Golpes de compra e venda (com envio falso de comprovante);
  • Sequestros relâmpago e ameaças para transferência imediata.

Para combater essa crescente, o Banco Central decidiu agir com novas regras de segurança.

O que muda no Pix a partir de 2025?

As novas medidas de segurança entram em vigor de forma opcional em novembro de 2025 e serão obrigatórias em fevereiro de 2026.

1. Mecanismo Especial de Devolução (MED) mais eficiente

O MED foi criado para facilitar a devolução de valores em caso de fraude. Com a nova atualização:

  • O sistema vai rastrear o caminho completo do dinheiro desviado;
  • Será possível bloquear automaticamente várias contas envolvidas na operação fraudulenta;
  • A devolução poderá levar até 11 dias úteis após a contestação — mais tempo para apurar os fatos, mas menos agilidade para quem sofre o golpe.

2. Botão de notificação rápida nos aplicativos

Todos os bancos e instituições financeiras deverão criar um botão específico dentro do app para:

  • Notificar rapidamente uma suspeita de fraude via Pix;
  • Acelerar o processo de análise e possível bloqueio dos valores.

Isso vai impactar a sua empresa?

Sim. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas serão impactadas pelas novas regras.

Para empresas, especialmente as que vendem online ou recebem pagamentos via Pix de forma recorrente, é fundamental:

✅ Ter processos bem definidos de conferência de recebimentos;
Instruir a equipe sobre como agir em caso de fraude;
✅ Estar em dia com orientações do contador ou consultor financeiro, principalmente para não sofrer prejuízos por desconhecimento.

Mais proteção ou mais burocracia?

As novas medidas prometem trazer mais segurança, mas também aumentam o tempo de resolução e podem dificultar a vida de quem precisa do dinheiro com urgência.

🔎 O que importa é entender que o cenário está mudando, e quem empreende precisa antecipar-se às mudanças para não correr riscos desnecessários.

Como se preparar?

A melhor forma de se proteger é estar bem assessorado. A Elfem Contabilidade acompanha de perto todas as atualizações legais e financeiras que impactam o dia a dia de quem empreende.

💡 Com uma contabilidade estratégica, você evita prejuízos, organiza sua operação e protege a saúde financeira do seu negócio — mesmo em um ambiente de incertezas.

Ficou com dúvidas sobre como essas mudanças podem impactar seu negócio? Fale com a Elfem!
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