Receita Federal confirma: ICMS-ST e ICMS-DIFAL ficam fora da base de cálculo do PIS/COFINS

Uma oportunidade tributária para empresas que buscam economia e eficiência fiscal

A Receita Federal publicou recentemente duas Soluções de Consulta que esclarecem, de forma definitiva, a aplicação das teses relacionadas à exclusão do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL da base de cálculo do PIS e da COFINS.
Essa atualização marca um avanço significativo no cenário tributário brasileiro e representa uma oportunidade real de economia para empresas que recolhem esses impostos em suas operações.

Mais do que uma interpretação técnica, essa mudança reforça a importância do planejamento tributário estratégico como ferramenta de redução de custos e segurança jurídica.

1. O que motivou a mudança?

Nos últimos anos, decisões do Supremo Tribunal Federal (Tema 69) e do Superior Tribunal de Justiça (Tema 1125) consolidaram o entendimento de que o ICMS não compõe a receita própria do contribuinte.
Com base nisso, a PGFN — Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional — emitiu o Parecer nº 4.090/2024, alinhando-se às cortes superiores.

O próximo passo natural era a Receita Federal formalizar esse entendimento em Soluções de Consulta, permitindo sua aplicação direta pelos contribuintes.

E foi exatamente isso que ocorreu.

2. Solução de Consulta sobre ICMS-ST

A Receita Federal publicou a Solução de Consulta COSIT nº 100/2025, confirmando que:

  • O ICMS-ST recolhido pelo contribuinte não integra receita própria,
  • Portanto, não deve compor a base de cálculo do PIS/COFINS para o contribuinte substituído.

Esse posicionamento supera entendimentos anteriores que restringiam o direito aos contribuintes substitutos e traz segurança jurídica ao setor varejista, atacadista e a empresas que sofrem substituição tributária em suas cadeias.

3. Solução de Consulta sobre ICMS-DIFAL

Na sequência, a Receita também publicou a Solução de Consulta COSIT nº 198/2025, afirmando que:

  • O ICMS-DIFAL representa apenas um complemento de imposto destinado ao estado de destino,
  • Não constitui receita, faturamento ou acréscimo patrimonial do contribuinte,
  • Logo, também deve ser excluído da base de cálculo do PIS/COFINS.

Aqui, a Receita reforça o mesmo fundamento jurídico aplicado no Tema 69: tributo que apenas transita pela empresa não pode compor faturamento para fins de PIS/COFINS.

4. O que isso significa para as empresas?

Essa atualização abre um cenário de grande relevância econômica, especialmente para empresas:

  • do varejo e atacado,
  • do comércio interestadual,
  • que recolhem ICMS-ST em suas compras,
  • que apuram DIFAL nas operações para consumidores finais.

Os principais impactos são:

✔ Economia futura

A partir das soluções de consulta, as empresas podem excluir esses valores imediatamente da apuração do PIS/COFINS, reduzindo a carga tributária mensal.

✔ Recuperação de créditos pagos a maior

Como a Receita admite que tais valores não deveriam ter sido incluídos na base, abre-se a possibilidade de:

  • Pedido de restituição,
  • Compensação via PER/DCOMP,
  • Créditos dos últimos 5 anos (observadas as regras de modulação do Tema 69).

🎯 Para muitas empresas, isso representa um crédito tributário expressivo, capaz de gerar impacto direto no fluxo de caixa.

5. Por que isso reforça a importância do planejamento tributário?

O sistema tributário brasileiro está em constante evolução.
Quando a empresa não acompanha essas mudanças, corre risco de:

  • pagar mais impostos do que deveria,
  • perder créditos,
  • ser autuada por enquadramentos incorretos,
  • comprometer sua competitividade.

O caso do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL é um exemplo clássico:
ao aplicar corretamente um entendimento jurídico consolidado, a empresa garante economia de forma totalmente legal e segura.

Planejamento tributário não é uma opção — é uma necessidade estratégica.

6. Como a Elfem Consultoria pode ajudar?

A Elfem acompanha de perto todas as atualizações tributárias e atua diariamente na análise de:

  • apurações mensais,
  • classificação correta de tributos,
  • oportunidades de economia,
  • recuperação de créditos,
  • defesa fiscal e compliance tributário.

Com base nas novas soluções da Receita, podemos:

🔍 Identificar se sua empresa tem valores a recuperar,

🧾 Calcular o impacto mensal da exclusão,

⚖️ Orientar a aplicação segura do entendimento,

🟢 Conduzir processos de compensação ou restituição,

📊 Reestruturar seu planejamento tributário de forma estratégica.

Economizar tributos de forma legal e organizada é uma das formas mais importantes de fortalecer sua empresa em 2025.

A exclusão do ICMS-ST e do ICMS-DIFAL da base do PIS/COFINS representa uma das mais relevantes oportunidades tributárias dos últimos anos.
Com segurança jurídica reforçada pela Receita Federal, as empresas agora têm condições de transformar esse entendimento em economia imediata e créditos recuperáveis.

Organização é a chave para economizar — e o momento de agir é agora.

👉 Deseja descobrir se sua empresa tem valores a recuperar?
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Lei sanciona isenção do IR para rendas até R$ 5 mil: o que muda para empresários e sócios?

O governo sancionou a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
A regra entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e integra o pacote de mudanças tributárias voltado a reorganizar a carga fiscal das pessoas físicas e aumentar a progressividade do sistema.

Para empresários e sócios de pequenas e médias empresas, essa mudança traz novas oportunidades de planejamento, especialmente na gestão do pró-labore e da distribuição de lucros.

O que exatamente foi sancionado?

Com a nova lei:

  • Pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5.000 passarão a ser totalmente isentas de IR.
  • Faixas intermediárias serão ajustadas, reduzindo a carga efetiva entre R$ 5.000 e R$ 7.350.
  • A lei se conecta à nova tributação de dividendos aprovada recentemente.
  • O modelo avança para uma estrutura mais progressiva de arrecadação.

Impactos diretos para empresários e sócios

1. Pró-labore até R$ 5.000 fica isento

Isso pode reduzir custos pessoais e empresariais, especialmente para sócios que recebiam valores próximos dessa faixa.

2. Reavaliação estratégica: pró-labore x distribuição de lucros

Antes, muitos sócios optavam por pró-labores mínimos devido à tributação elevada.
Agora, pode ser vantajoso aumentar o pró-labore até a faixa isenta.

3. Fluxo de caixa pessoal melhora

Com isenção total, sobra mais renda líquida para planejamento financeiro individual.

4. Integração com a tributação de dividendos

A nova lei conecta-se às mudanças que preveem tributação de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês, reforçando a importância de estruturar a remuneração.

O que essa mudança exige das empresas?

  • Revisão do contrato social
  • Ajustes na política de retirada dos sócios
  • Simulações de carga tributária para 2026
  • Revisão do regime tributário
  • Adequação de folha e eSocial

Combinada à reforma, a nova isenção exige uma visão integrada entre empresa, sócios e planejamento tributário.

Oportunidade para PMEs

Essa mudança, se bem planejada, pode:

✔️ reduzir a carga tributária dos sócios
✔️ melhorar o fluxo de caixa familiar
✔️ ajustar remuneração de forma mais eficiente
✔️ proteger lucros contra tributação futura
✔️ facilitar estratégias de sucessão e organização societária

Conclusão

A isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000 é uma mudança importante — e pode ser muito positiva para empresários e sócios.
Mas, sem planejamento, seu impacto pode ser limitado ou até gerar riscos diante das novas regras de tributação dos lucros.

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IPCA-15 desacelera para 0,20% em novembro: o que isso significa para PMEs?

O IPCA-15 é a prévia do índice oficial de inflação do país. Ele antecipa movimentos de preços e serve como referência para decisões de:

  • reajuste de preços
  • planejamento de compras
  • negociações com fornecedores
  • análise de custos
  • projeções financeiras

Quando a inflação desacelera, o ambiente econômico ganha maior previsibilidade — e isso é ouro para quem empreende.

Segundo os dados divulgados, a queda foi puxada principalmente por:

  • redução na pressão de alimentos
  • estabilidade no setor de energia
  • leve recuo em transportes
  • menor impacto de serviços

Mesmo com alguns grupos ainda pressionando, o indicador confirma um cenário de inflação mais controlada.

Impactos práticos para PMEs

1. Custos mais previsíveis

Em setores que dependem de insumos, estoque ou serviços recorrentes, a inflação controlada facilita a projeção de gastos.

2. Melhor definição de preços

Empresas têm mais segurança para ajustar preços sem correr risco de perder clientes por repasse indevido.

3. Ambiente favorável para renegociação

Com inflação baixa, fornecedores têm menos margem para repasses, abrindo oportunidades de renegociar contratos.

4. Planejamento financeiro mais sólido

Orçamentos para 2026 ficam mais precisos, reduzindo margem de erro.

5. Capacidade de investimento

Com previsibilidade, cresce a confiança para expandir, modernizar ou investir em tecnologia.

Como sua empresa pode aproveitar esse cenário

  • Recalcular custos e margens com base na nova inflação.
  • Ajustar preços com estratégia e comunicação clara.
  • Revisar contratos com fornecedores.
  • Atualizar o planejamento financeiro para 2026.
  • Criar reservas para os primeiros meses do novo ano.

Conclusão

A desaceleração do IPCA-15 é uma boa notícia para quem empreende no Brasil.
Com custos mais estáveis e previsíveis, empresas podem crescer com mais segurança.

👉 A Elfem Consultoria pode ajudar sua empresa a replanejar margens, custos e projeções para 2026 com precisão e inteligência financeira.